Este blog possui um conteúdo voltado para os mais variados temas históricos, desde à Antigüidade até a atualidade.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Imperialismo

Introdução
Diante do crescimento de suas economias, Inglaterra, França, EUA, Alemanha e posteriormente o Japão irão adotar o protecionismo em seus países e uma política agressiva no plano mundial como forma de conquistar novos mercados.
Iniciava-se a corrida imperialista. Ocorrida a partir da segunda metade do século XIX, os países imperialistas dominaram a América Latina, a Ásia e a África.
O imperialismo, que é uma conseqüência das transformações capitalistas ocorridas com a concentração monopolista e financeira, foi a solução para crise do capitalismo de 1873-93.
Apesar de trazer nova vitalidade ai sistema, significou a opressão e miséria das áreas coloniais dominadas e a competição acirrada entre as potências.
Inúmeros foram os conflitos, apesar dos tratados assinados para a ocupação das áreas novas. Dentre eles destaca-se o da Conferência de Berlim (1855). Nele, seus signatários definiram as normas para a navegação, ocupação e utilização de mão-de-obra na Costa Ocidental da África.
A partilha desigual e a necessidade crescente de mercados, entretanto, aumentam a tensão entre as potências, cujo ápice será a eclosão da Primeira Guerra.
Motivações
A principal motivação do imperialismo foi a necessidade de investir os capitais e a produção excedentes. A anarquia da produção e os altos lucros dos monopólios eram incompatíveis com os baixos salários, o que trouxe a estagnação e a crise econômica.
Outro fator era o interesse pelas matérias-primas estratégicas, próprias da indústria naquele momento, concentradas fora da Europa, como era o caso dos minerais, petróleo e borracha.
O interesse em encurtar as distâncias e fortalecer as posições incentivou a conquista de pontos estratégicos, como foram os casos dos canais do Panamá (EUA) e Suez (França/Inglaterra).

Mecanismo de dominação
A constante da dominação foi a violência e a coerção. Como exemplo pode-se citar o Big Stick (Grande Porrete) e a Política da Canhoneira.
O Big Stick foi a política intervencionista dos EUA, iniciada por Theodore Roosevelt (1901-1909). Destacaram-se neste momento as invasões a Cuba e Nicarágua.

A Política da Canhoneira foi a pressão bélica dos EUA e Inglaterra sobre o Japão. Exemplo: Congo (Bélgica).
Não foi apenas com a força bruta que os imperialistas exerceram a sua dominação. Lançaram mão também de mecanismos de dominação e convencimento sofisticados, que acabaram se tornando doutrinas até hoje vigentes e defendidas.
Dentre elas destacamos:

• Darwinismo social
Elaborada pelo filósofo inglês H. Spencer, afirmava que a teoria da evolução de Darwin podia ser aplicada à sociedade. A luta pela sobrevivência entre animais correspondia à concorrência capitalista. A seleção natural garantiria a existência da capitalismo e da cultura mais apta e superior.

• Destino manifesto
Política expansionista baseada no princípio calvinista. Forte nos EUA, afirma o papel deste país como o responsável pela ordem e a democracia na América Latina. O imperialismo é apontado como uma missão.

Conseqüências do imperialismo
Do imperialismo resultou a transformação do equilíbrio mundial. O crescimento metropolitano não correspondia à extensão colonial. No inicio do século XX, por exemplo, a Alemanha era a segunda potência mundial, entretanto, seu império colonial era insignificante. Tal situação gerou insatisfações.
As relações entre as potências tornaram-se mais tensas, acirrando nacionalismo e a corrida armamentista e gerando conflitos que levaram à primeira guerra mundial.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A influência do capitalismo sobre os padrões de beleza.

O mundo está na era da globalização, onde a mídia capitalista procura manipular a sociedade. Nas revistas, na TV, nos anúncios, estão expostos os corpos ideais impostos pela sociedade.
A beleza é algo em sua essência, muito relativo. A prova disso é o fato de que, ao longo da história tivemos diversos modelos de beleza. Por exemplo, no século XIX, as mulheres com uma massa corporal muito superior ao padrão atual, eram consideradas belas.
Contudo, com o crescimento do capitalismo, a beleza foi padronizada transformando-se em algo fundamental, o encaixe das pessoas nos modelos estabelecidos. Quem não se enquadrar, acaba sendo duramente discriminado pela sociedade.
A imprensa é quem estimula mais a este tipo de preconceito, pois mostra as pessoas consideradas "feias", como pessoas chatas, desinteressantes, que só se tornariam atraentes, quando atingissem os padrões de beleza vigentes.
Isto é apenas uma maneira de controle, utilizado pelo sistema capitalista, para incentivar o aumento do consumo dos produtos de beleza e padronizar as mercadorias, o que facilita a produção da burguesia e, por conseqüência aumenta os seus lucros.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

O preconceito na união de todos

Muitos fazem propaganda em busca do sentimento do amor ao próximo. Mas a realidade mostra que a humanidade construiu obstáculos para a concretização desse sentimento, nas quais a discriminação destaca-se com relevância na sociedade moderna.
Trata-se inicialmente de um problema histórico, que esteve sempre na evolução do homem, a qual coube a sociedade contemporânea desenvolver em uma epidemia mundial. A xenofobia é um exemplo clássico desse mal moderno, pois ela indica uma aversão ao estrangeiro, tornando-se comum em países desenvolvidos. Tal fato mostra até aonde vai a perversidade humana, pois classifica o próximo de acordo com a sua origem.
Mas, também em países subdesenvolvidos, como o Brasil, a falta de respeito ao próximo e a presença da discriminação são bastante visíveis. Isso porque a nossa estrutura social não é justa para todos, pois facilita a rejeição da maioria dos cidadãos na sociedade. O Brasil é rico em campanhas, organizações não governamentais e grupos religiosos que lutam contra a discriminação e a favor da paz, mas é pobre na prática, pois a grande parte só se preocupa com si mesma.
Fica então constatado, que a eliminação desta praga do século XXI, aumenta os vínculos entre todas as nações e que jamais a cor da pele, condição social ou etnia devem ser levadas como julgamento. Por tanto, a discriminação retrata a falta de amor entre os homens.

O mal natural da nação

A corrupção brasileira tornou-se identidade nacional. O fato da sociedade conviver com a ilegalidade todos os dias, seja ela nas ruas ou na mídia, transforma o ato de corromper natural.
Trata-se de um mal que vem acompanhando o Brasil desde o seu descobrimento até os dias de hoje. A principio, em forma de peças que os portugueses ofereciam aos índios em troca de madeira e posteriormente, na exploração da mão de obra. Este fato, perpetua até os dias de hoje.
Nota-se que a grande parte dos políticos fazem o papel de portugueses na sociedade atual, pois agem desonestamente com o povo. Após nossos colonizadores instalarem a depravação no país, atos ilícitos que vemos diariamente tornou-se comum. Isso porque a ilegalidade é acima de tudo, fruto da ausência de uma estrutura básica para os cidadãos.
Cabem aos políticos instalarem uma estrutura adequada a cada região de acordo com sua necessidade, seja ela nos campos da educação, saúde ou moradia. A corrupção não permite a construção dessa estrutura, resultando em seqüelas terríveis para sociedade, que já são fatos constante em nosso país.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Voto feminino na democracia contemporânea

Em 1848, a Convenção dos Direitos Femininos, realizada em Nova Iorque, publicou a "Declaração de Sentimentos", na qual defendia o direito de voto para as mulheres. Nas ruas, enquanto eram agredidas com frutas podres, elas gritavam: "Homens, seus direitos e nada mais! Mulheres, seus direitos e nada menos!" A imprensa, tomada de conservadorismo, ou as insultou ou as ignorou. Como freqüentemente ocorre, a mudança de mentalidade é lenta e apenas em 1920 as mulheres norte-americanas conquistaram o direito do voto.
No Brasil, o movimento organizado em defesa do voto feminino surgiu em 1922, quando foi fundada a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, no Rio de Janeiro. Em 1928, o estado do Rio Grande do Norte passou a permitir o voto e a candidatura de mulheres. Anos mais tarde, em 1931, foi criada a Cruzada Feminista Brasileira, engrossando as reivindicações pela participação das mulheres no processo político nacional. Em 1932, o governo federal estabeleceu as novas regras eleitorais que iriam nortear a política no país. Pela primeira vez as mulheres poderiam votar e candidatar-se. Em 1934, tomava posse a primeira deputada federal, Carlota Pereira de Queirós, eleita por São Paulo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

As Cidades medievais

"As cidades medievais eram superlotadas, barulhentas, escuras e tinham cheiro de estábulo. Só as ruas mais largas eram pavimentadas; as outras eram sujas, com esterco e lama. Na maioria are apenas vielas estreitas onde não se podia passar com duas mulas sem derrubar os quiosques dos vendeiros ou os toldos e tabuletas dos que anunciavam seus serviços.
De dia, as ruas ficavam apinhadas de gente: ferreiros, sapateiros, vendedores de tecido, açougueiros, dentistas... Bastava o comerciante abrir as venezianas de sua casa para transformá-la numa banca de mercadoria. Ficavam também cheias de animais: cães, mulas, porcos, cavalos, galinhas... À noite, eram silenciosas e muito escuras: não havia iluminação pública. Era comum toque de recolher decretado pelas municipalidades, como prevenção contra assaltos e assassinatos.
Nas cidades medievais ocorriam castrações, enforcamentos e amputações, e a população aglomerava para assistir aos espetáculos de castigo. Muitas vezes os criminosos eram arrastados pelas ruas numa carroça e torturados antes da execução pública, sob o burburinho e os gritos das multidões.
Eram freqüentes, também, os incêndios. As casa, de três ou quatro andares, eram construídas de materiais inflamáveis: paredes de madeira e galhos e tetos de palha ou junco, que ardiam em poucos minutos. Se por um lado os incêndios geravam prejuízos para os moradores, por outro era benéfico, pois amenizava as condições de sujeira que provocavam as doenças.
Apesar de existirem hábitos de higiene pessoal, como o costume de freqüentar os banhos públicos, preservados desde a época de Roma, só os ricos tinham as suas próprias latrinas e fossas. A maioria da população jogava seus excrementos em esgotos ou em pilhas de detritos a céu aberto, tornando as vielas imundas, o mau cheiro insuportável e as águas de abastecimento da cidade poluídas.
A canalização da água não era recomendada pelas oficialidades, que temiam a desvantagem de tornar as cidades vulneráveis a sabotagens de exécitos inimigos. Só em 1236, Londres começou a trazer água para a cidade em aquedutos.
Uma das soluções adotadas para reduzir a sujeira foi a pavimentação das ruas. Paris, em 1185, foi a primeira cidade a ter suas ruas calçadas com pedras.
Mais ainda do que os excrementos humanos e a água suja, a maior maldição das cidades medievais era a pulga, o parasita do rato negro. As epidemias eram freqüentes e, de 1348 a 1349, as pulgas espalharam a peste bubônica, conhecida como a peste negra, provocando milhões de mortes."
(Clark, Peter. O Ocidente renasce. In: Evolução das cidades. Rio de Janeiro, Abril Livros/ Editora de Time-Life, 1993, p.98-102 (texto adaptado))

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Liberalismo, socialismo, nacionalismo e imperialismo

Confrontos violentos, na Europa e na América, foram constantes no século XIX. Dentro de cada país e entre eles cresceram disputas envolvendo os mais diversos interesses. A consolidação do Estado liberal, as reivindicações socialistas, as unificações políticas nacionais e as disputas por mercados internacionais firmaram-se como as marcas do século.
Contudo, vale a pergunta: as vantagens da ordem liberal, do nacionalismo e do imperialismo atingiram todos os segmentos sociais?